in

Os desafios têm o poder de transformar a nossa vida

Os desafios têm o poder de transformar a nossa vida
Pixabay

Lidar com aquilo que julgamos negativo não é uma tarefa fácil, geralmente fugimos ou tentamos evitar os momentos de dor.

Encaramos esses momentos como ruins, e é claro que a sensação de incômodo nós deixa essa impressão. Mas o que no fundo não sabemos é que através deles podemos nos beneficiar e preservar a nossa integridade, nossa saúde física e emocional.

A dor geralmente nos visita para informar que algo não está nos fazendo bem, então analisá-la a fundo pode trazer respostas e insights valiosos sobre a nossa vida.

Sentimentos “negativos” não são aceitos pela sociedade

Falar que não está bem ou que está passando por algo desagradável geralmente não é algo aceito pelo meio social, esses tipos de sentimentos são desprezados, e é até esperado que seja assim, já que a maioria das pessoas não conseguem entrar em contato com as suas questões relacionadas aos sentimentos de dor.

Também podemos refletir essa evitação através do fenômeno da internet, que fez com que esse vazio aumentasse.

As lentes mostram um mundo perfeito, alimentado por blogueiros e influenciadores digitais, que vivem uma “vida maravilhosa” onde os principais atributos são beleza, dinheiro e poder.

A crença da perfeição e o distanciamento dos sentimentos que nos causam dor, continua sendo alimentada no inconsciente coletivo, na visão de Carl G. Jung esse inconsciente ao contrário do pessoal, não se trata só do que vivenciamos, e sim de tudo que a humanidade teve como experiência.

A dor funciona como despertadores, que nos mostram situações negligenciadas que estamos fazendo com nós mesmos e exige a nossa atenção para mudá-la.

Por exemplo a situação da pandemia do coronavírus, pode se afirmar que ela seja um grande despertador para toda a humanidade e exige que entremos em contato com si-mesmo e observe o que ela quer nos mostrar.

Ela pode mostrar coisas dolorosas, mas também pode permitir a gente rever nossos valores, metas e o caminho que estamos seguindo.

Imagine só se a gente fizesse tudo o que a gente pensasse sem os freios que recebemos da vida? Com certeza, acabaríamos com o planeta.

Entrando em contato com o dor

É preciso entrar em contato com a dor para entender o que ela nos deseja avisar.

Você pode questioná-la de diferentes formas. Pergunte por exemplo, que situação desencadeou isso? Quando surgiu? Que pensamento trouxe esse sentimento? O que essa sensação quer te mostrar? O que precisa aprender com ela?

Você pode achar muito difícil fazer isso no início do processo, por isso é importante buscar ajuda de profissionais, eles terão um papel importante para te auxiliar a desbravar esse mar desconhecido.

Tudo é bom e é de grande valia para nosso aprendizado. Essa é uma afirmativa que a cada dia tenho mais convicção.

Embora não saibamos o propósito de uma sensação de desconforto quando estamos vivenciando-a, no final a gente consegue compreender a lição.

Há dois anos atrás eu passei por uma depressão profunda que surgiu com o término de um relacionamento.

Cheguei a pensar em desistir da vida, pois a dor era tanta que não conseguia suportar.

Fiquei meses com crises de pânico e ansiedade, não conseguia nem sair de casa, nem dirigir, nem pegar um metrô, pois tinha medo de cair no vão do trem.

Eu poderia ter desistido, mas optei por dar um passo a cada dia, me matriculei na academia, continuei os meus estudos na faculdade, continuei o meu projeto de empreender, e em meio caos que estava vivenciando, continuei acreditando na vida e no fim consegui compreender muitas coisas ao meu respeito.

Não vou me aprofundar nessa questão, pois isso seria assunto para um outro artigo.

O que vem depois

O processo da dor e o sofrimento não é algo saboroso, mas pode se tornar pior se a gente passar a resisti-lo. Portanto aceite e busque maneiras de ir ao encontro da dor que esteja sentindo no momento.

No final você pode ser recompensando: poderá receber o amor no seu coração e viver uma vida plena e cheia de propósito!

Reportar erro

Escrito por Fabricio Galdino

Psicólogo por natureza e graduando do 10º período de Psicologia nas Faculdades Metropolitanas Unidas. Sou fundador e CEO da startup OPSICO, que oferece serviços psicológicos para pessoas e empresas. Gerencio projetos de tecnologia e ajudo pessoas a tirarem as suas ideias do papel, humanizando e agilizando processos, levando mais qualidade de vida e saúde mental.

Comments

Deixe uma resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Loading…

0
Saúde Mental_Saúde Não se Vende_Loucura não se Prende

Saúde Mental não se Vende! Loucura não se prende!

Reality Show The Circle Brasil

The Circle Brasil: um reality show sobre redes sociais