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Solstício de Verão: O chamado da virgem

São lendas egípcias, gregas, sumérias, nativo americanas, asiáticas, e outras que repetem quase a mesma história.

Solstício de Verão
by Katherine Skaggs

Que beleza é vermos o hemisfério sul comemorar o Solstício de Verão juntamente com essa festa chamada Natal, o nascimento de uma Criança Santa.

No entanto, antes de Maria, há inúmeras mitologias do feminino que contam lendas sobre a união de uma mulher “virgem” ou “donzela” – que quer dizer “não casada”, ou ainda “sem união com o masculino”, “não atrelada ao masculino” – a um ser divino ou fora do comum, e que juntos trazem transformações na vida humana, muitas vezes através de uma criança divina.

São lendas egípcias, gregas, sumérias, nativo americanas, asiáticas, e outras que repetem quase a mesma história: como a união de uma jovem a um ser mítico traz aos seres humanos algum poder que antes não existia, como o fogo, a agricultura, a pesca no mar, fartura.

Na mitologia cristã, quando Maria aceita dar à luz ao filho divino, estamos falando do prenúncio de uma Nova Era.

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Olhando para o momento histórico, havia enorme intolerância em relação a pessoas consideradas menores: mulheres, escravos, hebreus, pessoas consideradas criminosas.

Podemos notar que isso não mudou muito nesses dois mil anos.

Essa Nova Era trazia a mensagem divina “Amai-vos uns aos outros”, como disse o Homem Santo – Jesus, esse mensageiro do Feminino. E a mensagem era amar todos os outros.

Mas… Que tarefa difícil, neste momento mundial em que vemos tomar conta uma onda de intolerância e conservadorismo excludente e violento, muitas vezes feita em nome de religiões como o cristianismo, criada em torno de símbolos tão poderosos e tão mal compreendidos.

Amar independente de raça, cor, credo, orientação sexual, opinião política, escolhas, opiniões. Amar bandidos e juízes, corruptos e corretos.

Amar era a mensagem desse ser considerado Divino por tantos no nosso mundo atual. Maria, a jovem donzela, disse SIM à mensagem.

Será que nós dizemos sim ao chamado do Feminino Sagrado e do Amor Divino?

Com todas as nossas justificativas ao ódio e à violência, a mensagem do Homem Santo talvez demore muitas gerações para ser compreendida.

Que neste Solstício possamos compreender melhor a todos. Que possamos receber o Chamado Divino do Feminino e nos tornarmos mais compreensivas, mais amorosas, mais tolerantes.

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Que o Natal seja abençoado por todas as criaturas divinas mitológicas que povoam a alma e a psique humana.

Fonte autorizada: Histórias Curativas

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Escrito por Marianna Portela

Mulher contadora de histórias, cantadora, perguntadeira, escutadora. Atriz, poetisa, buscante, brincante. Mãe. Brasileira imigrante em Berlim. Pesquisadora do feminino e da ancestralidade. Empoderadora de mulheres. Comunicadora dos Divinos Arquétipos Femininos. Geminiana. O tecido do qual é feita Marianna Portela é entrelaçado por todas essas (e muitas outras) características, que se misturam e se revelam em seu trabalho.

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