in

Quando mergulhei no mar das minhas emoções

Quando mergulhei no mar das minhas emoções
Engin Akyurt by Pexels

Nem sempre foi fácil, aliás, ainda não o é. Agora, apenas me permito mais.

Respiro fundo, para ir mais a fundo na água azul das minhas próprias emoções, simbolicamente falando, que são as ondas do temperamento, da personalidade, acontecimentos, daquilo que vai ao coração.

Sintonizo na mais alta frequência da mente, que trabalha arduamente, mas com prazer em saber, prazer em aprender e ensinar.

Sou uma exploradora do ambiente, especialmente do que vem de dentro. Sou psicóloga também por isso: fui deixando de ter medo de olhar, tanto para o que trago quanto para o que os outros trazem.

Vejo a mim e vejo você!

O mar sempre foi fascinante! Como a ponta do iceberg, vemos a superfície, mas não temos muita ideia da sua profundidade, do tanto de água que comporta.

Da mesma forma é o consciente: apenas uma pequeníssima porção em relação ao inconsciente

Respeitemos e tomemos cuidado.

Afinal, o mar revolto tem muita força e podemos ficar indefesos diante dele.

Assim como o consciente guia-nos pelos caminhos e proporciona ciência dos atos e fatos, e a maior parte do inconsciente permanece “arquivado”, “escondido”, para nos preservar.

Vamos nos preparar para o que tiver que vir á tona. O que precisar ficar “adormecido”, seja ninado e não sofrido.

Mas, o mar do meu pensamento é por mim embalado.

A minha imaginação o controla, desse modo, eu coloco os pés na beirada das águas e vou andando, aos poucos, até banhar os joelhos, sentindo molhar até o pescoço e me perceber submersa.

Antes, a sensação era de sufoco e descontrole, hoje, é de suavidade e contemplação (na maioria das vezes). A palavra chave é permitir!

Também sabendo que estou em segurança, afinal, é meu cérebro que cria nesse contexto as situações.

Vejo os peixes coloridos nadando em filas. Os corais formando uma grande barreira.

O azul escurecendo conforme mergulho mais fundo. E não me falta oxigênio.

De início, estava bem paramentada, com os equipamentos de praxe.

Depois, estava eu sem nenhum recurso material desses, era apenas meu corpo, exímio movedor, parecendo ter brânquias.

Nesse mar eu vejo as letras, vejo uma infinidade de possibilidades.

Os textos que produzo, os risos que ressoam, e de vez em quando, algumas lágrimas, porque ninguém é de ferro.

Porém, tudo melhora, com os raios de sol iluminando as ondas. É assim que funciona a minha fé.

Como você está em relação ao seu mar? O que te impulsiona para dentro das águas?

Ali pode estar o segredo, que na verdade, não é segredo nenhum: o potencial de cada um. Converse com as águas, se entregue.

Preste atenção, pois sua força é maior que o medo. Ela pode estar meio disfarçada, ou não ser encorajada.

Mas, ela existe e pode ser saudavelmente alimentada. E o medo, esse, também é lição, entretanto, muitas vezes, não leva a nada. Mergulhe!

Reportar erro

Escrito por Patricia C. Occhiucci

Poeta, escritora, palestrante, professora do Ensino Fundamental na disciplina de Ciências Físicas e Biológicas, graduada também em Psicologia. Apreciadora da natureza e das boas companhias. Nos momentos de lazer gosta de ler romances e ouvir belas canções.

Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Loading…

0
Como aprendemos a identificar sentimentos?

Como aprendemos a identificar sentimentos?

Você sabe quais são os sinais de autismo em bebês

Você sabe quais são os sinais de autismo em bebês?