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É possível combater a Fibromialgia?

O comportamento depressivo influência na interpretação do cérebro, podendo aumentar ainda mais a dor da fibromialgia.
É possível combater a Fibromialgia

No artigo de hoje, vamos abordar a Síndrome de Fibromialgia, um quadro de dor crônica que segundo estudos, acometem 2% a 3% da nossa população.

Na fibromialgia não há uma lesão, nem um processo inflamatório ou degenerativo.

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Sabemos que sua causa é desconhecida, e que acomete o sistema músculo-esquelético, podendo atingir outros sistemas.

É uma síndrome que chamamos de crônica, porém, ela não é progressiva e pode melhorar ao longo do tempo, podendo surgir após um trauma físico, psicológico ou através de um quadro de infecção.

A incidência prevalece em mulheres, atingindo principalmente entre 30 a 55 anos.

Homens também podem desenvolver, e em minha experiência clínica, conheci apenas um paciente, o qual apresentava sintomas exacerbados, durante períodos de estresse na vida profissional.

Mas muitos ainda desconhecem essa síndrome e seus sintomas.

As expressões “Corpo mole” ou “frescura” são termos citados por pacientes ao início da investigação da Síndrome.

Em casa, no trabalho, surgem as pressões, cobranças e até incompreensão. Então, vamos conhecer o primeiro deles em que há muitas dúvidas.

A dor existe mesmo?

Na fibromialgia, os pacientes não conseguem identificar se a dor é muscular, óssea ou articular e referem dor no corpo todo, principalmente ao toque, o que é um sintoma característico.

A dor existe sim. E são comprovadas por técnicas de pesquisa que permitem observar o cérebro em tempo real, que segundo estudos, confirmam que estes pacientes sentem a dor que realmente dizem sentir.

Os impulsos dolorosos são aumentados nestes pacientes.

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Alguns sentem mais dor no final do dia outros pela manhã e fatores como grandes esforços físicos, estresse emocional, exposição ao frio aumentam ainda mais a dor.

Quais sintomas podem surgir?

Além da dor generalizada que já citamos, pacientes com Fibromialgia apresentam distúrbios do sono e passam a não ter um sono reparador.

Assim também, acompanham a falta de memória, dificuldade de concentração, sensação de pernas inquietas, sensação de inchaço nas mãos e antebraço, rigidez matinal, irritabilidade e ansiedade.

Apesar de nem todos pacientes apresentarem depressão, a Fibromialgia pode ter relação e é considerada um fator agravante.

Quando a depressão acontece

O comportamento depressivo influência na interpretação do cérebro, podendo aumentar ainda mais a dor dos fibromiálgicos.

Imagine você também que, apenas um abraço seja uma situação insuportável.

O cansaço, ansiedade, auto-cobrança faz com o paciente se isole. A vida social começa a ter interferência.

Muitos pacientes relatam desinteresse em atividades sociais.

Como sei que tenho fibromialgia?

Não existe exames laboratoriais para identificar a Fibromialgia.

O diagnóstico é feito, através de uma cuidadosa anamnese, questionários específicos e exame físico.

Um dos sinais indicativos é dor constante e generalizada que persiste durante três meses, sono irregular, sensação de cansaço durante o dia, presença de dor a palpação nos pontos dolorosos, estabelecidos na musculatura, durante a avaliação física.

O que posso fazer para aliviar os sintomas?

Medicamentos podem fazer parte do tratamento em alguns casos. Mas muitos estudos relatam que a melhora vem da atividade física.

Ela é o melhor caminho para o controle da dor. Vamos saber o porquê.

Nosso corpo ao se exercitar libera endorfina e neurotransmissores com ação analgésica, que colaboram para a diminuição da dor.

O exercício também melhora o sono e nosso humor.

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Uma atividade física prazerosa, colabora no quadro de saúde e é uma intervenção eficiente ao combate dos sintomas da fibromialgia.

Mas além de um programa elaborado de exercícios, um acompanhamento com outros profissionais da saúde é fundamental, entre eles psicólogos, nutricionistas, reumatologista estão conectados para que o paciente com Fibromialgia tenha uma boa qualidade de vida.

Entretanto lidar com a dor, não é uma tarefa fácil, mas há possibilidades que podem ajudar estes pacientes.

Dedicação em todo tratamento leva a caminhos de sucesso, e o da Fibromialgia não foge dele.

Procure por possibilidades. O primeiro passo pode levar a um caminho surpreendente.

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Sobre o autor(a)

Cyntia Costa

Cyntia Costa

Fisioterapeuta (Crefito - 3/183677-F) e Instrutora de Pilates, proprietária da Convert Studio Pilates & Fisioterapia, formada pela Universidade Nove de Julho e Instrutora de Pilates pela Stott Pilates Canadá.
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