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Saúde Mental não se Vende! Loucura não se prende!

Saúde Mental_Saúde Não se Vende_Loucura não se Prende
Wikimedia Commons

Quantas perguntas estamos mergulhados? Será que a saúde vende e a loucura deve ser presa? O que podemos pensar neste tempo de isolamento devido a pandemia com tantos desafios a serem vivenciados?

Nada será como antes… Já parou para pensar como está se equilibrando frente as emoções?

A situação atual vem assustando e trazendo muitas incertezas sobre o nosso futuro. Quando paramos para pensar sobre a saúde mental abre se a caixinha com muitos questionamentos e angústias.

Como será que podemos administrar essas frentes?

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Precisamos estar em paz com nossa história e emoções, neste momento de tantas incertezas é preciso desenvolver a capacidade de organizar o comportamento de acordo com os seus objetivos, procurar um equilíbrio estável entre as experiências anteriores adquiridas, com as pressões exercidas pelo mundo externo.

Estando neste contexto de bem-estar conseguimos concretizar e atualizar nossas aptidões, para enfrentar as dificuldades existenciais do cotidiano, trabalhar produtivamente e ajudar a desenvolver melhor a convivência na sociedade.

Alguns elementos são fundamentais, para que se possa identificar a presença da saúde mental em uma determinada pessoa ou em determinado grupo.

Dentre elas estão as ações positivas que a pessoa pode direcionar para si mesmo:

  • a evolução;
  • o aprimoramento;
  • a realização pessoal;
  • a adaptação ao meio e as reações emocionais;
  • independência e autodeterminação;
  • recepção mais seletiva do real;
  • conhecimento do contexto em que se vive;
  • e a aptidão para uma melhor convivência na sociedade.

A linha de pensamento da Psicologia Positiva traz as questões da sanidade mental baseado em três ensinamentos centrais:

  • tornar a vida das pessoas mais realizada;
  • identificar nelas seus talentos;
  • buscar a harmonia entre as ações e as habilidades necessárias.

A resiliência psicológica é a capacidade de ultrapassar seus traumas, adaptar-se a mudanças retornando as boas condições emocionais.

Olhando o contexto da evolução a respeito da história sobre a saúde mental no Brasil, encontramos relatos que até o século XVIII as pessoas mentalmente marginalizadas eram separadas do convívio social, excluídas do todo, quando não submetidas a terríveis torturas, visando a repressão de suas emoções e dos seus pensamentos, rejeitados pela maioria consideradas normais.

No final dos anos 70 começa um movimento marcante para desenvolver a reforma dos serviços de saúde mental, pautados em muitas informações de péssimas condições de qualidade aos cuidados do ser humano.

No dia 18 de Maio de 1987 ocorreu o Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, data que registra o início da luta pela extinção dos manicômios no Brasil, comemorando o “Dia Nacional de Luta Antimanicomial”.

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O movimento faz lembrar que como todo ser humano têm o direito fundamental à liberdade, o direito de viver em sociedade, além do direito de receber cuidado e tratamento sem que para isto tenha que abrir mão de seu lugar de cidadão.

Nesse sentido, a voz dada ao ser humano reforça o ideal de um futuro onde não existam manicômios, mas sim processos capazes de eliminar para sempre qualquer forma de estigma ou discriminação ainda presente nas relações sociais, principalmente, para que nunca mais aconteçam abusos e violações de direitos em instituições psiquiátricas.

Saúde não se vende! Loucura não se prende! O fundamental ter condições que podemos cuidar do nosso bem estar.

Espero que tenha apreciado o contexto.

Um forte abraço a todos, até o próximo texto…

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Escrito por Simone Souza

Psicóloga CRP 06/73969, fascinada em ajudar o ser humano a melhorar a sua compreensão dos seus conflitos emocionais. É um desafio diário para qualquer pessoa, afinal ou estamos, bem ou não. Aqui vou compartilhar com você um pouco do meu trabalho com um olhar humanizado, pautado no respeito e na ética.

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