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Como lidar com o diagnóstico de Autismo?

Como lidar com o diagnóstico de Autismo
Pixabay

Receber um diagnóstico nunca é fácil, não é mesmo? Quando se envolve um filho, isso se intensifica.

Os pais sempre percebem quando algo de diferente está acontecendo, mas muitas vezes acham que é sua imaginação.

Quando chega a idade escolar essa desconfiança se torna mais concreta e real: “Eles não estão acompanhando a classe”!

Nesse momento iniciamos as investigações, mas por causa da demora para um diagnóstico os avanços serão um pouco mais lentos. E agora, como fica a vida após o laudo médico?

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Saiba que a internet está aí para te ajudar. Nela encontramos muitas informações sobre o que é, quais os sintomas, entre outras informações sobre o autismo.

Entretanto, é necessário separar o “joio do trigo”.

Existem conteúdos de qualidade excelente na web, como os escritos para a revista BlahPsi. Só que também encontramos materiais de fontes duvidosas.

Então filtre tudo o que for ler e procure um profissional especializado em autismo, pois ele será um dos responsáveis pelo sucesso do tratamento.

Mantenham a calma e não percam a esperança! Entendo que esse momento você está ansioso (a), aflito (a).

Essa etapa parece com um quebra-cabeças todo bagunçado, mas com a ajuda de um psicólogo cada peça encontrará seu devido lugar.

É muito importante você se cuidar, pois eles precisam de pais e cuidadores inteiros. Ou seja, que são capazes de enfrentar o tranco da vida.

O diagnóstico: um grande quebra-cabeças

Sejam bem vindos a montanha russa do Transtorno do Espectro Autista (TEA)! É uma jornada cheia de altos e baixos, você se sente com frio na barriga; mas a vista é magnifícia.

Só que para isso você não pode ficar parado (a). A vida acontece para quem está em movimento.

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Tudo bem sentir medo, isso faz parte do ser humano. Nos sentimos apreensivos com o futuro incerto. Mil perguntas pairam na sua cabeça.

“O que será da vida do meu filho? Minha filha irá para a escola? Ela aprende?”

O nosso cérebro é repleto de neurônios. Cada um deles são “ligados” entre si por estruturas específicas. Eles se comunicam através das sinapses.

Com o decorrer da vida, há algumas áreas que não estimulamos e por causa disso ocorrem um fenômeno, chamado poda neuronal.

No TEA, após ocorrer o que foi mencionado acima, ocorrem regressões de habilidades ou comportamentos.

Saiba que é normal isso acontecer. Ao aprenderem uma habilidade ou comportamento novo, outros podem não tão desejados podem aparecer.

Isso não significa que você não está fazendo o suficiente ou que não está avançando! Entretanto, lidar com isso pode ser extremamente frustrante.

Inúmeros fatores podem ser o start para a regressão autistica, tanto os biológicos (mencionamos acima) quanto os de cotidiano.

Por exemplo, por volta de 1 ano o bebê para de falar as palavras mencionadas anteriormente.

Já na Síndrome de Rett, que faz parte do Espectro do Autismo, por volta dos 6 meses de vida começam a ter “problemas” de coordenação motora.

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O nascimento de um irmão mais novo pode desencadear esses comportamentos?

Sim. Se você pensar nas crianças típicas (sem TEA), isso não ocorre?

Tenho certeza que você conheceu uma família com dois filhos de idade próximas, onde após o nascimento do caçula, o mais velho voltou a querer usar chupeta ou a usar fraldas.

Frustração pode influenciar nisso? Sim! Pessoas no Espectro possuem dificuldades em lidar com situações frustrantes.

Vejam que são características quem compõem o quadro clínico. Não é culpa de vocês!

Leia livros, assista aulas, mergulhem nesse novo universo; mas não se esqueçam da sua saúde mental.

Por fim, irei propor a vocês algumas regrinhas práticas para o dia-a-dia, ok?

Se você tentou algo e não deu certo, faça de outra forma – É assim que você irá conhecer as preferências dele (a), principalmente se não falarem ainda!

O único especialista em TEA, é a pessoa que o tem – Sua filha é a única pessoa que compreende todas as nuances do Autismo, pois sente na própria pele.

O que funciona para uma pessoa, pode não funcionar para a outra – Quando isso acontecer, não se desespere.

Cada um tem seu próprio jeito e a pluralidade do ser humano é o que nos torna tão extraordinários.

Talvez você não tenha muito conhecimento sobre o TEA, mas você é especialista no seu filho – Saiba que isso é muito mais importante do que o conhecimento que está nos livros.

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Escrito por Carolina M. Machado

Psicóloga CRP 06/138552, pós graduada em Transtorno do Espectro Autista. Ama estudar assuntos voltados a Transtornos Globais do Desenvolvimento.

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