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Equinócio da Primavera: O renascimento

A primavera nos chama para agir, para realizar para colocar nossas mentes, nossos ventres, nossas vidas e nossas histórias em movimento.
Equinócio da Primavera O renascimento

Chega no hemisfério sul o Equinócio da Primavera, sentido aos poucos, como um leve acordar.

Os ipês e cerejeiras que ainda não floresceram no inverno brasileiro agora explodem em cores, assim como muitas rosas, hibiscos e brotos verdes em todo o país.

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A Primavera, assim como todas as estações, pode ser encarada como um arquétipo em si mesma.

As imagens de renascimento ficam mais poderosas nesse período da Roda do Ano e são comemoradas em inúmeros festivais das mais diferentes religiões e mitologias.

Se nos dispusermos a aprofundar o autoconhecimento, podemos criar o propósito de olhar para dentro quando olhamos para fora, acompanhando a vida interior com a chegada da vida exterior.

Podemos chamar esse momento de Divina Primavera. Com ela chega também a Divina Menina, arquétipo que vive em todas as mulheres…

Ela está pronta para viver, arriscar, explorar o mundo, ouvir o chamado do novo.

Assim é: agora os corpos começam a relaxar após o frio mais intenso, se alimentam de forma mais leve, se vestem com roupas coloridas, se preparam para vivenciar esse momento arquetípico da Donzela Sagrada.

A Natureza é inteira celebração! A Divina Menina nos diz que este é o momento do novo, da aventura da heroína, de criar, de dançar, sair, renovar.

Podemos compreender esse chamado também com o mito da Deusa Perséfone (mitologia Grega), que carrega, ao se tornar a própria Primavera, as boas novas de um renascer.

Ela nos chama para agir, para realizar. Nos chama para colocar nossas mentes, nossos ventres, nossas vidas e nossas histórias em movimento. É o momento de abrir a mente para nossas possibilidades.

É hora de ver além, de rir, de divertir-se, de ser Criança novamente. Re-Começo.

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Tudo o que ficou sendo guardado dentro da nossa caverna psíquica durante o Inverno, sendo regido por nossa Bruxa Anciã Interna, agora pode sair da zona de conforto e ser liberado na forma da nossa Donzela, Menina, Criança embaixo do Sol.

Que possamos deixar que ela nos leve de volta ao começo ou ao final de um ciclo, que ela abra nossos caminhos e que possamos, com essa Energia Primaveril, curtir e planejar a realização de nossos sonhos.

Sonhos que são como sementes: podem brotar e vicejar – agora. Criar, dançar, pintar, bordar, celebrar.

No nosso momento atual, quando o isolamento social ainda é uma necessidade e uma obrigação, entrar no movimento primaveril pode ser complicado, afinal não é hora de festas externas.

Mas Perséfone é uma Deusa que vive em dois mundos: o da superfície quente e fértil e o mundo avernal – o Hades – onde moram os mortos.

Talvez seja momento de ativarmos nossas capacidades internas de transitar entre estes dois mundos, usando o símbolo da Lua Crescente.

Estar na luz e na sombra, dentro e fora, em cima e embaixo simultaneamente. Ela é a Donzela da Primavera e também a Rainha do Mundo Avernal.

Aprenda com o arquétipo para verificar se seus sonhos e aspirações estão satisfazendo seus próprios caprichos de maneira egoísta.

Veja como isso está afetando sua vida e nesse reflexo, decida se é isso que você realmente quer.

Você sempre tem o poder de escolher o que é mais adequado ao seu propósito mais elevado e à evolução do mundo.

Portanto, pergunte-se: qual resquício de Inverno ainda mora em você?

Qual são as sementes dos sonhos que estão brotando na sua alma?

O que está flor-e-(s)cendo dentro de você?

Qual energia é possível colocar em transformação neste novo ciclo?

Seus esforços, seus objetivos, seus sonhos, seu trabalho, seus relacionamentos, tudo isso é feito de energia e energia nunca morre.

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Ela é apenas liberada de uma forma e recriada de novo e de novo. A Primavera é a energia da renovação, do aprender, do arriscar.

Deixe que o chamado da Donzela seja para uma nova aventura, dentro de si mesma. Seja bem vinda, querida Primavera.

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Sobre o autor(a)

Marianna Portela

Marianna Portela

Mulher contadora de histórias, perguntadeira, escutadora. Atriz, poetisa, buscante, brincante. Mãe. Brasileira imigrante em Berlim. Pesquisadora do feminino e da ancestralidade. É criadora dos Encontros de Histórias Curativas
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