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Os altos e baixos de uma patinadora com Transtorno Bipolar

Os altos e baixos de uma patinadora com Transtorno Bipolar

A Série

Spin Out é uma série produzida em 10 episódios da Netflix, que conta a história de uma patinadora profissional, Katerina Baker, que tem transtorno bipolar.

Conta a trajetória da profissional que busca retomar seu desempenho depois de um grave acidente. A série mostra os desafios da patinação artística, todo o trabalho que exige disciplina e muita determinação.


A série rica em detalhes e contextos voltadas à saúde emocional dos personagens busca mostrar os altos e baixos da doença, reproduzindo tanto a fase maníaca quanto a depressiva de uma pessoa com quadro de transtorno afetivo bipolar.

Junto a história aborda os preconceitos a respeito da doença que não tem cura, mas o tratamento pode ajudar a pessoa a manter sua qualidade de vida.

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O transtorno afetivo bipolar é considerado um fator de risco para o comportamento suicídio, por isso, o tratamento deve ser constante para prevenção da oscilação e evitar a crise.

Uma série neste porte é importante que seja abordado o tema para contribuir na psicoeducação das pessoas, entender e ajudar a mudar os olhares e os estigmas que cercam o portador de doença mental.

Entender que com o tratamento a pessoa vive de forma independente e autônoma, tem oportunidades de trabalho, pode manter suas metas e usufruir de oportunidades com dignidade e plena inserção social.

Outro aspecto que Spin Out traz são as questões familiares e como o transtorno bipolar pode ser uma herança genética. Além de Katerina Baker, sua mãe Carol também é bipolar.

Sem o devido tratamento, a doença acaba afetando a rotina da família e trazendo até mesmo consequências financeiras.

Dados reais

O transtorno afeta em torno de 140 milhões de pessoas no mundo, segundo a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtorno Bipolar (Abrata), sendo que 50% dos portadores tentam suicídio pelo menos uma vez na vida e 15% apresentam suicídio consumado.

Atualmente, os indivíduos levam em média dez anos para receber o diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar. O desconhecimento, o preconceito e o estigma são os principais motivos que levam à demora dos resultados.

Fica a dica dessa série emocionante e psicoeducativa sobre esse assunto interessante e importante.

Espero que tenha apreciado o contexto.

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Um forte abraço a todos, até o próximo texto…

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Escrito por Simone Souza

Psicóloga CRP 06/73969, fascinada em ajudar o ser humano a melhorar a sua compreensão dos seus conflitos emocionais. É um desafio diário para qualquer pessoa, afinal ou estamos, bem ou não. Aqui vou compartilhar com você um pouco do meu trabalho com um olhar humanizado, pautado no respeito e na ética.

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