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Cyberbullying: vamos conversar sobre isso?

Cyberbullying: vamos conversar sobre isso?
Foto by Freepik

Existem muitas formas de violência, assim como meios dessa ação violenta ser praticada e chegar até os indivíduos.

Segundo a definição da OMS a violência pode advir do uso de força física ou poder, por ameaça, que produza sofrimento, danos corpóreos ou psíquicos.

Assim sendo, através da linguagem, da exposição, da inibição, coação, muitas pessoas podem se sentir mal, a ponto de chegar a resultados calamitosos.

A tecnologia pode, infelizmente, contribuir com esse cenário. Ao mesmo tempo em que aparelhos com internet, redes de bate-papo, podem ajudar a disseminar informações válidas, facilitar o contato e debates proveitosos entre indivíduos do mundo todo, também podem corroborar para o envio de inverdades.

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Nas mãos de mal intencionados, incitar discussões e ofensas, criar mensagens que denigram a imagem de outrem.

É muito rápido e fácil divulgar calúnias, espalhar fotografias em situações vexatórias (realizar montagens, por exemplo), apontar e dizer coisas que firam.

Muitas pessoas têm acesso a celulares, notebooks e tablets conectados à internet no trabalho, em casa, na escola e é necessária uma instrução, uma educação para o uso dessas tecnologias, visto o enorme potencial de busca, correlações e velocidade com que qualquer dado se difunde.

Por exemplo, podemos adicionar um vídeo explicativo ao tema da aula, usar ferramentas como o PREZI, um jogo didático digital, etc.

Sem dúvida, essas ferramentas facilitaram a realização de muitas tarefas, também encontramos nelas boas fontes de pesquisa e ainda podem ser utilizadas como opção de entretenimento.

Na escola, por exemplo, é fundamental compreender o porquê do usufruto, e concentrar atenção nessas funcionalidades (caso contrário, ao invés de servir como apoio e incremento, poderá se converter numa tremenda dor de cabeça).

O cyberbulliyng é justamente a prática do bulliyng, definido como uma forma de afirmação de poder interpessoal através da agressão, que apresenta consequências tardias ou imediatas sobre todos os envolvidos: vítimas, agressores e observadores.

Decorre a partir de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, sem motivação evidente, adotadas por um estudante ou grupo de estudantes contra outro(s) provocando angústia, vergonha, dentre outras emoções negativas, culminando em isolamento, desistência, medo e levando, em alguns casos, a atitudes extremas como o suicídio.

Dessa forma, é algo que deve ser conversado e combatido.

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Bullying nas escolas

Na escola, os atos de violência podem levar ao abandono do ano letivo por parte dos alvos, diminuição drástica de rendimento, dificuldade de comunicação (se enturmar, participar das aulas), desatenção das explicações, temor frequente de represálias (muitas vezes o sujeito é ameaçado quando sugere que irá relatar o que está havendo), baixa autoestima, sensação de fragilidade, postura de alerta frequente com receio de “brincadeiras”.

A não interrupção desses atos pode levar a quadros de ansiedade, depressão e atentados contra a própria vida.

Por isso esse tema não deve ser evitado ou escondido “para debaixo dos panos”. É necessário que os docentes, equipe gestora preparem falas para orientar os discentes a respeito.

Narrem as consequências tórridas que podem ser ocasionadas, explicar que o silêncio só prolonga o problema. O agressor pode ter problemas emocionais e pode precisar de tratamento, assim como a vítima.

É preciso averiguar caso a caso e informar as famílias para oferecerem apoio. Afinal, a prática da violência nem sempre é algo natural, gratuita. Talvez, existam outras dificuldades submersas que precisam vir à tona.

Outros profissionais, como psicólogos podem ser acionados para dialogarem com esses grupos e encontrem meios para a resolução desse tipo de conflito.

Por exemplo, rodas de conversa, palestras informativas, leituras compartilhadas e/ou pequenas encenações devidamente mediadas com roteiro prévio para que cada um relate o que sente mediante as investidas, pode ser uma forma de reflexão, intencionando se colocar no papel e refletir sobre as próprias sensações diante desse tipo de circunstância.

É essencial falar sobre a visão de si mesmo e de mundo, pois algo pode soar simples e superficial para um e complexo, intrínseco para um semelhante.

Frisar, portanto, que todos merecem respeito, que cada um é como é, e que o especial da diversidade é justamente ninguém ser igual a ninguém.

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Escrito por Patricia C. Occhiucci

Psicóloga (CRP 06/165961), poeta, escritora, palestrante, professora do Ensino Fundamental na disciplina de Ciências Físicas e Biológicas. Apreciadora da natureza e das boas companhias. Nos momentos de lazer gosta de ler romances e ouvir belas canções.

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