“O diabo desta vida é que entre cem caminhos temos que escolher apenas um, e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove.”

Fernando Sabino

De acordo com o dicionário o verbo escolher pode significar eleger, preferir, selecionar, optar (por) algo, alguém. Seria isso mesmo?

Parece simples, não é mesmo?!

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Como então, ficamos tão fragilizados e confusos diante de simples escolhas que temos que fazer ao longo da nossa trajetória de vida?

O que envolve essa necessidade de renunciarmos a tantas coisas em favor de apenas uma?

Como escolhemos? Existe uma resposta correta, definitiva, única?

Ao longo da vida vamos nos deparando com diversas decisões que nos levam a caminhos totalmente distintos, diversos, por vezes desconhecidos.

Essas decisões, essas escolhas começam desde muito cedo e vão ficando cada vez mais complexas – quando criança escolhemos entre diversos brinquedos e amigos na escola, por exemplo.

Depois passamos a escolher entre fazer ou não os deveres de casa e arcar com as consequências.

Escolhemos estudar ou arriscar fazer uma avaliação apenas com o que já “sabemos” das aulas.

Ao final do ensino médio precisamos escolher a profissão, um trabalho, uma carreira que perdurará por muito e muito tempo na nossa trajetória de vida.

Será para sempre? Podemos mudar no meio caminho? Recomeçar?

E as escolhas amorosas serão para sempre? Casar-se, morar junto, viver com uma mochila nas costas desbravando o mundo? Filhos?

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São eternas as decisões que temos que ter diante do mundo.

Ao fazer uma escolha, tomarmos uma decisão em direção a um caminho determinado, e teremos as consequências dessa determinada “rota”.

Algo de bom ou não, irá acontecer e seremos afetados diretamente por isso. Ficaremos felizes ou infelizes, satisfeitos ou não.

Se levarmos em consideração o que a ciência do comportamento de B.F. Skinner nos diz, somos modificados pelas consequências de nossas ações no mundo pois agimos e nos comportamos nele.

Se as escolhas que fazemos em um determinado momento surte o efeito, o resultado que desejávamos, nossa tendência é nos mantermos nesse caminho, continuarmos selecionando as mesmas opções, as mesmas decisões por muito tempo, afinal fomos reforçados positivamente.

Quando as coisas não acontecem como queríamos, não podemos desistir, e sim repensarmos o que e como mudarmos nossos pensamentos, nossas ações.

“Os homens agem sobre o mundo, modificando-no e são, por sua vez modificados pelas consequências de sua ação.”

B. F. Skinner


A ideia aqui é também fazermos uma escolha – e entre tantas possibilidades mencionadas acima – pensaremos na escolha profissional entre jovens, ou seja, a realidade da orientação vocacional/profissional.

Esse universo é rodeado de medos, inseguranças, incertezas, e influências das mais diversas ordens – familiares, escolares, econômicas, sejam elas diretas ou indiretas.

Para que possamos optar por uma profissão com segurança precisamos nos conhecer, nos compreender, nos avaliarmos e fundamentalmente nos aceitarmos.

O que nos influencia diante de uma escolha, quais objetivos tenho na vida, quais são minhas metas, meus valores?

Escolho ser muito bem-sucedido do ponto de vista financeiro ou da realização pessoal?

Repito escolhas feitas pelos meus pais ou abro outros caminhos? E os pais, escolhem influenciar direta, indiretamente ou não influenciar de maneira alguma?

De qualquer forma, nesse momento, que pode começar no início da escolarização ou no final da educação básica, é importante não cobrarmos dos jovens uma escolha precipitada, baseada em opiniões alheias, em “achismos”, em “moda momentânea”, em decisões precipitadas e excludentes.

Os jovens também, por sua vez não devem se cobrar respostas ou soluções mágicas. Todo esse processo demanda um certo esforço que vale muito a pena em longo prazo.

Importa muito registramos aqui, que nossas escolhas são fruto de nossas vivências, de como percebemos, avaliamos e nos comportamos diante das oportunidades que nos são dadas, construídas – do contexto e da cultura na qual estamos inseridos.

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Qualquer que seja o cenário, o momento de vida, fase em que nos encontramos, necessidades, entre tantas outras coisas.

O que precisamos ter em mente e no coração é que nossas escolhas devem fazer sentido, devem estar alinhadas com o que acreditamos e com o que queremos para nós mesmos e para os outros também.

Afinal não vivemos sozinhos e o que escolhemos impacta em todo nosso redor.

Referência Bibliográfica

Skinner, B.F. (1957/1978). Comportamento Verbal. São Paulo: Cultrix/EDUSP.

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