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A importância do autocuidado

Caso você não saiba bem como começar, coloque no papel o que você gostaria de fazer, ou que o que já fazia, mas por algum motivo perdeu o costume. Programe-se.

Quantas vezes na vida você deu prioridade em cuidar de outras pessoas, ficou preocupado com quem lhe procurava e nesse enfoque dado ao externo se esqueceu de si mesmo?

Ou simplesmente deixou pra depois os próprios compromissos, chegando quase a explodir, por tristeza, ansiedade, tensão, sobrecarga?

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Logicamente, você não é o único. Muitos de nós já tivemos ou ainda temos essa postura.

Olhar para o outro, querer fazer parte, contribuir com o que é possível, oferecer um ombro amigo, um ouvido atento, dividir os pesos são ações de grande valia.

Algumas pessoas certamente agradecem de coração pelo apoio, disponibilidade e atenção. Hoje em dia, isso é ainda mais destacável, pois, às vezes, é difícil de encontrar.

Porém, até que ponto você está se doando por inteiro e esvanecendo suas energias? Ou seja, ficando exausto, sem abertura para falar e trabalhar suas próprias dores?

É disso que estou falando: de reciprocidade, de um tempo a parte. É necessário que você aprenda a se colocar como prioridade.

Afinal, do início ao término da vida quem estará contigo é você mesmo. Sua companhia certa. Se não estiver bem será muito complicado dar conta de ter estrutura para os demais.

Também de nada adianta ficar pensando nas mudanças que o semelhante poderia de acordo com o seu ponto de vista promover.

Talvez, ele esteja bem como está, ou não queira fazer nenhum esforço para mudar. E tudo bem! Cada um faz o que pode, o melhor que consegue, mesmo que pra gente pareça insuficiente.

Siga em paz, porque transformações, alterações de hábitos, definir objetivos, são coisa que só nós podemos promover por nós mesmos, através de estudo, trabalho, esforço, revendo atitudes, pensamentos, relações, maneira de enxergar o mundo.

Autocuidado é essencial

O autocuidado é zelar e acarinhar-se. Escolher seu caminho e traçá-lo. Repensar seus resultados e alterar pelo que parecer melhor.

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E todos os dias se dar aquele tempo de prêmio pelo dia exaustivo, com um bom banho, um capítulo de livro, um jantar caprichado, uma música pra meditar, sentar no quintal e observar a lua.

Ligar pra quem você gosta e conversar amenidades, coisas divertidas. Sentir o abraço de alguém querido e ficar ali sem correria. Enfim, escolha seus presentes.

Evite fazer tudo no modo “automático”. Passar os dias apenas concentrado em obrigações e esquecer os sorrisos. Isso “míngua” o entusiasmo.

Também não se condene pelos erros cometidos: com eles a gente aprende, inclusive a precaver equívocos vindouros. Seja mais leve! Cobranças excessivas causam adoecimento, e essas sobrecargas podem camuflar vazios. Pense nisso.

Caso você não saiba bem como começar, coloque no papel o que você gostaria de fazer, ou que o que já fazia, mas por algum motivo perdeu o costume. Programe-se.

Uma caminhada, as aulas de dança, bordado, violão, o que for que te dê prazer, (re)insira em sua agenda. Encontrando em uma atividade uma paixão as demais que são rotineiras tendem a se tornar também mais agradáveis de se cumprir.

Se estiver se sentindo muito perdido a respeito da sua posição (exemplo: sempre fui o cuidador, será que tenho direito ou mereço ser cuidado?) há ajuda profissional também para caminhar com você nesse realinhamento, redescobrimento.

Afinal, psicoterapia é uma ferramenta útil em casos de grande complexidade e também para no conhecermos melhor, quanto pessoas e acerca de nossos comportamentos.

Assim, ao surgir alguma situação vindoura que exija nossa mobilização e decisão estaremos melhor preparados. Enfim, esse é um processo para a vida.

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Sobre o autor(a)

Patricia C. Occhiucci

Patricia C. Occhiucci

Poeta, escritora, palestrante, professora do Ensino Fundamental na disciplina de Ciências Físicas e Biológicas, graduada também em Psicologia. Apreciadora da natureza e das boas companhias.
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